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Pharma InnovationCiência & TecnologiaUso de nanofármacos pode ser eficiente para tratar doença de pele

Uso de nanofármacos pode ser eficiente para tratar doença de pele

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Na forma de creme, gel ou loção, medicamento reduz a inflamação crônica causada pela psoríase

No Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, pesquisa propõe um novo método de tratamento para a psoríase, doença inflamatória que provoca vermelhidão, descamação e placas na pele.  O estudo mostrou os benefícios da aplicação tópica na pele, na forma de loção, gel ou creme, de nanocarreadores, moléculas que contém compostos doadores de sulfeto de hidrogênio (H2S). Essas moléculas, chamadas de nanofármacos, inibem a produção de citocinas que estimulam a instalação do processo inflamatório – elas são produzidas em grandes quantidades em pacientes com psoríase ou outras inflamações crônicas.

As preparações farmacêuticas de doadores de H2S já foram patenteadas pelo grupo. Os efeitos farmacológicos do H2S na psoríase foram descobertos no laboratório dos professores Soraia Costa e Marcelo Muscará, do Departamento de Farmacologia do ICB. A equipe testou uma terapia com doadores de H2S por aplicação sistêmica (injeções intraperitoneais) para tratar a doença.  A psoríase é uma doença inflamatória crônica e imunomediada, com manifestações cutâneas (vermelhidão, descamação e placas na pele) e sistêmicas (por todo o corpo).

A partir dos testes pré-clínicos, descobriu-se que a substância é capaz de atuar beneficamente no tratamento dessa inflamação, inibindo a produção de citocinas pró-inflamatórias. O passo seguinte foi integrar essa descoberta às pesquisas da equipe da professora Luciana Lopes, também do Departamento de Farmacologia, que se concentram na formulação de nanofármacos, visando à melhora da eficácia terapêutica e à redução dos efeitos adversos de fármacos. Foi nesta etapa que foi desenvolvida a estratégia de nanocarreadores com os compostos doadores de H2S.

Penetração na pele

“É um desafio atravessar o estrato córneo(parte mais externa) da pele para chegar às camadas onde se desenvolve a doença – por isso usamos os nanocarreadores”, explica Luciana. “Por outro lado, dependendo da profundidade e extensão da penetração cutânea, pode haver absorção e efeitos sistêmicos (em todo o corpo). Assim, outro desafio foi localizar o fármaco na pele para obter apenas o efeito local”, explica Luciana Lopes.

Fonte: Jornal da USP 29.04.2019

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