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Pharma InnovationDestaquesTLR tem a aprovação de 94% dos farmacêuticos

TLR tem a aprovação de 94% dos farmacêuticos

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A realização de testes laboratoriais remotos (TLR) nas farmácias conta com a aprovação de 94,2% dos farmacêuticos atuantes no país.

O dado faz parte de uma pesquisa inédita realizada pela Abrafarma e pela Sociedade Brasileira de Farmacêuticos e Farmácias Comunitárias (SBFFC), durante os meses de junho e julho deste ano.

O objetivo foi mapear as dificuldades encontradas junto às vigilâncias sanitárias para viabilizar os serviços farmacêuticos e posteriormente apresentar os dados durante o Diálogo Setorial que a  Anvisa promoverá no dia 1º de agosto sobre a utilização do  TLR nas farmácias. Foram ouvidos 2.440 profissionais de todos os estados brasileiros, representando farmácias independentes e de rede.

Do total de entrevistados, 71,6% trabalham em farmácias que dispõem de sala de serviços ou consultório farmacêutico. Desse percentual, 72,7% promovem a medição de pressão arterial, enquanto 51,2% realizam testes de glicemia. “Mesmo a vacinação, cuja aprovação é mais recente, já é realizada por 7,5% dos farmacêuticos, o que significa um grande avanço”, comenta Cassyano Correr, coordenador do Programa de Assistência Farmacêutica Avançada da Abrafarma, cujas redes associadas contabilizaram quase 4 milhões de atendimentos em salas clínicas nos últimos dois anos.

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Exames rápidos como perfil lipídico (12,7%), beta-HCG (8,5%), HIV (4,7%), hepatite C (6,5%), hepatite B (6,5%), influenza (6,5%), hemoglobina glicada HbA1c (404%), PSA (próstata); dengue, zika e chikungunya (6,5%), PSA (5,3%) e TSH (2,5%) continuam em ritmo de crescimento especialmente nas grandes redes. “O TLR permite o rastreamento de pessoas com riscos para doenças como diabetes, colesterol elevado, hepatite, sífilis ou mesmo HIV, com apropriado encaminhamento nos casos necessários, bem como acompanhar o tratamento. É um benefício para a saúde pública”, ressalta Correr.

Barreiras

Apesar da evolução, 94,2% informaram não ter recebido nenhum apoio das Vigilâncias Sanitárias (Visas) locais para viabilizar modelos de assistência farmacêutica. Já 67,9% foram obrigados a implementar uma sala exclusiva, mesmo sem nenhuma requisição do gênero por parte da Anvisa. Há relatos de Vigilâncias Sanitárias que exigiram sala exclusiva até para medição de pressão arterial e aplicação de injetáveis. Outras determinações incluem desfibrilador no local; banheiro ou área de espera separadas para sala de vacinação, mesmo que já existam esses dois espaços nas farmácias; e mais de uma pia dentro da sala para lavagem de materiais – atividade que não integra o escopo desse serviço.

Em alguns municípios, as farmácias não conseguem obter o Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde (CNES) por desinformação da prefeitura e outras vigilâncias simplesmente emitiram opinião contrária à realização de serviços clínicos, mesmo havendo respaldo em Lei Federal. “Há vigilâncias exemplares pelo país, mas infelizmente não parecem ser a maioria. É algo que não se vê quando o atendimento é feito a clínicas particulares ou laboratórios clínicos, por exemplo. Essa discrepância é lamentável. Perde o paciente, perde o Brasil”, finaliza Correr.

 

 

Fonte: Panorama Farmacêutico 30.07.19

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