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Tendências na área farmacêutica para 2019

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A área farmacêutica é extremamente dinâmica e anda lado a lado com as inovações tecnológicas.

Novos equipamentos, medicamentos e dispositivos transformam a relação com o cliente final, aprimoram diagnósticos e tratamentos, otimizam os processos e reduzem custos. Dessa forma, é importante atentar-se às tendências da área farmacêutica, que evoluem a passos largos.

O que os profissionais e as indústrias podem esperar para este ano? Quais são as tecnologias que vão ganhar destaque? As inovações para 2019 terão impacto na área médica e farmacêutica — principalmente com a nanotecnologia e o Big Data.

Quer conhecer algumas tendências na área farmacêutica? Então confira este post e se mantenha atualizado!

Nanotecnologia

A tecnologia que trabalha com pesquisas de materiais a nível molecular e atômico encontra cada vez mais aplicações na área farmacêutica. Cientistas desenvolvem nanorobôs que medem 1 a 100 nanômetros, ou seja, são invisíveis a olho nu e têm o tamanho comparável a uma bactéria ou à estrutura de DNA.

São dispositivos que podem ser ingeridos por meio de medicamentos como cápsulas ou injetados na corrente sanguínea. São eficientes para realizar o transporte de um remédio para que ele atinja determinado órgão ou região corporal, a fim de que seus efeitos fiquem restritos ao local — são os chamados medicamentos de precisão.

A nanotecnologia é uma aplicação interessante para o tratamento de tumores, já que os nanomateriais têm sua ação diretamente nas células cancerígenas sem atingir as células sadias, como ocorre com a quimioterapia e a radioterapia. É um tratamento que reduz os efeitos colaterais, melhorando a qualidade de vida do paciente.

Telemedicina

Com a facilidade e a rapidez de conexão, a telemedicina vem sendo um recurso amplamente utilizado para o atendimento de pacientes e para a discussão de casos entre médicos — principalmente em situações com poucos índices epidemiológicos.

A telemedicina pode se valer do smartphone, do tablet, do notebook e de outros meios para ampliar os serviços de saúde com economia de tempo e recursos. O atendimento médico a distância amplia a possibilidade da prática médica com:

  • emissão de laudos online — otimizando serviços de clínicas de exames diagnósticos;
  • consultas remotas;
  • acompanhamento a distância de pacientes crônicos;
  • participação em cirurgias que utilizam a robótica e a realidade aumentada (telecirurgias);
  • trabalho colaborativo entre os profissionais da saúde, melhorando os diagnósticos e a condução dos tratamentos.

Mais do que tendência, a telemedicina já é uma realidade. Em fevereiro deste ano, o Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou a regulamentação da Resolução nº 2.227/18. Ou seja, a partir do mês de maio, serão permitidas consultas, diagnósticos e até alguns tipos de cirurgias a distância para fins de assistência, pesquisa, prevenção de doenças e lesões e promoção de saúde.

Apesar de polêmico, o recurso já era utilizado, de forma experimental, em serviços públicos e privados. Isso só mostra a presença, cada vez mais forte, das tecnologias nas atividades e profissões. Veja como a indústria 4.0 está transformando desde o setor industrial até o logístico.

Armazenamento de dados em nuvem

O armazenamento em nuvem (Cloud Computing) tão comum em ações do dia a dia torna-se uma tendência para a área farmacêutica, principalmente com as plataformas médicas online, que vão crescer ainda mais em 2019. São meios que possibilitam ter acesso a cadeia completa da informação, englobando desde a origem dos medicamentos até o cliente final.

Essa forma de armazenar informações também é importante para o prontuário eletrônico do paciente (PEP), que permite ao profissional de saúde a consulta do histórico do indivíduo a qualquer hora e lugar — bem como tratamentos realizados, medicamentos prescritos e outros dados.

Essa é uma tecnologia que mantém os dados em segurança, otimiza o processo de atendimento, possibilita o acesso rápido e remoto e dispensa uma infraestrutura de armazenagem de informações, reduzindo os custos.

Big Data

As soluções baseadas em um grande volume de dados oriundos de fontes variadas vão ajudar os profissionais da saúde nos atendimentos e nas tomadas de decisões. Isso possibilita a identificação de pessoas em situações de risco, conferindo mais eficiência a tratamentos e diagnósticos, bem como a automação dos processos operacionais.

As instituições e os profissionais de saúde que souberem filtrar, reunir e agrupar essas informações podem se destacar e aprimorar seus serviços.

A análise e o cruzamento de informações são essenciais para ajudar no entendimento de doenças e epidemias, bem como sua rota e os grupos atingidos. Essa é uma forma de agir de modo mais rápido e preciso no combate ao problema, melhorando a assistência aos pacientes com medidas preventivas, por exemplo.

Big Data tem um papel importante também para a indústria farmacêutica, reduzindo o tempo de pesquisas para novos medicamentos — já que é possível obter grande quantidade de dados dos pacientes, identificando padrões de doenças.

Serviço mais personalizado

Por fim, essa inovação pode ganhar ainda mais força com o aumento do uso de dispositivos portáteis (wearables), que realizam o monitoramento de condições de saúde, produzindo e transmitindo informações sobre os pacientes.

Essa é uma tecnologia que possibilita às instituições oferecer um serviço mais personalizado, já que facilita a identificação do melhor tipo de tratamento para determinado perfil de paciente, por exemplo.

Business Intelligence (BI)

A solução em Business Intelligence (BI) está presente em softwares de gestão — que integram pessoas, informações e setores de uma clínica ou de um hospital. Dessa maneira, todos os dados em relação a um atendimento ficam centralizados e podem ser facilmente acessados pelas equipes.

Permite o cruzamento de dados clínicos e administrativos e o monitoramento do trabalho de cada profissional, facilitando a análise das informações. Com isso, é possível criar indicadores que podem auxiliar na detecção de alguma falha que comprometa a qualidade dos serviços.

O BI também agrupa informações de casos clínicos, o que possibilita aos profissionais responder a uma situação de risco com mais rapidez e segurança — ou ainda identificar falhas no atendimento.

Biomodelos

A tecnologia 3D já não é novidade quando se trata da geração de imagens fiéis à realidade, que facilitam o diagnóstico e o tratamento de doenças. Com as impressoras 3D, a tendência é a confecção “física” dessas imagens.

A reprodução de órgãos, tecidos, conjuntos ósseos e outras estruturas do corpo permitem aos médicos um planejamento da cirurgia, com uma avaliação mais completa e precisa — o que reduz os riscos do procedimento.

Os chamados biomodelos atuam como uma espécie de treinamento ou estudo de caso antes da intervenção. Dessa forma, têm como vantagem mais segurança e precisão nos procedimentos e mais desenvolvimento da pesquisa clínica brasileira.

A área farmacêutica será impactada com as tendências de tecnologias que chegam em 2019. São inovações que revolucionam a indústria, os laboratórios, o atendimento, a prática médica e a ação de medicamentos — além de favorecerem na conduta em relação a tratamentos e diagnósticos.

Fonte: Talk Science

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