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Saúde: a indústria na mira da Apple, Amazon, Google e Microsoft

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Até 2024, o mercado de saúde digital movimentará US$ 423 bilhões globalmente, de acordo com a consultoria Zion Market Research. O segmento não está apenas no radar de grandes empresas e startups especializadas, e hoje responde por investimentos massivos das grandes plataformas digitais. No último ano, Google, Amazon e Microsoft fortaleceram parcerias com startups e fornecedores de serviços ligados a esta indústria. Já a Uber e a Apple estão incrementando seus produtos com recursos tecnológicos para pacientes e pessoas que querem monitorar sua saúde no dia a dia.

Zé Roberto Pereira, managing director da Havas Health & You, agência de health care do grupo Havas, afirma que é intuitivo que grandes empresas de tecnologia se infiltrem neste mercado justamente por já estarem presentes em outras esferas da vida dos consumidores. “Estas empresas trazem uma perspectiva focada no consumidor, que ainda é nova para o mercado de saúde em geral. Elas têm repensado a integração da jornada do usuário em relação à sua saúde, atuando desde a logística até a área de exames e compra de medicamentos”, explica.

Para representantes da Carenet, empresa focada em wearables e processamento de dados em saúde, a construção de novos negócios voltados para saúde acontece segundo a lógica da indústria 4.0. “Surgiram novos conhecimentos relacionados à velocidade de processamento e a uma massa de dados descomunal, os quais reposicionaram a atuação destes fornecedores”, afirmou a empresa em comunicado.

A maior competitividade também impulsiona a reinvenção das empresas tradicionais do segmento. “Isto implica em abandonar modelos atuais, por vezes pouco eficientes, e adotar novos processos e métricas de avaliação baseadas em tecnologias como Big data, Machine Learning e IOT”, acrescentou a Carenet.

Confira abaixo as iniciativas da mais recentes das empresas de tecnologia na área de saúde.

Microsoft

A Microsoft anunciou no início de janeiro uma parceria com a holding de farmácias americana Walgreens Boots Alliance. A união busca viabilizar a criação de soluções conectadas para o gerenciamento de doenças crônicas, fazendo uso da plataforma de nuvem e inteligência artificial da Microsoft.

Apple

Desde o ano passado, pacientes que possuem um iPhone podem visualizar informações sobre seu histórico médico e o resultado de alguns exames através do app Health Records, que conta com parcerias com mais de 100 hospitais nos Estados Unidos. A Apple também já conta com um recurso de monitoramento de batimentos cardíacos no Apple Watch. Mais recentemente, a Johnson & Johnson anunciou que vai utilizar o relógio para realizar estudos sobre saúde cardíaca. “A Apple está mirando em soluções para o dia a dia, para que as pessoas tenham mais informações e poder de decisão sobre suas escolhas diárias”, afirma Zé Roberto, da Havas.

Uber

Em março de 2018, foi lançado nos Estados Unidos o Uber Health, serviço da Uber para o agendamento de corridas para pacientes e cuidadores em situações médicas. O serviço não substitui ambulâncias, mas visa atender a idosos e pacientes que não podem dirigir. Esta semana, a empresa também anunciou uma parceria com o aplicativo de meditação Calm, no Reino Unido, para oferecer aos passageiros treinamentos rápidos de mindfulness durante as corridas.

Amazon

A Amazon está de olho no mercado de farmácias, que deve crescer ao menos 5% ao ano até 2024. Em junho de 2018, a empresa anunciou a aquisição da startup Pill Pack por quase US$ 1 bilhão. A startup propõe o envio de dosagens personalizadas de comprimidos e medicamentos, de acordo com a prescrição de cada paciente. “A Amazon está mirando em um problema de deslocamento e logística, que compromete muito o sistema de saúde como um todo”, avalia Zé Roberto. Também no ano passado, a empresa firmou uma parceria com os conglomerados Berkshire Hathaway e JPMorgan Chase para criar uma empresa independente de saúde para atender a seus próprios funcionários.

Alphabet Inc.

A Alphabet, empresa-mãe do Google, não investe necessariamente em produtos e serviços para o consumidor final, mas em softwares voltados para hospitais e pesquisadores de saúde. Um de seus projetos é o Google Brain, o qual, entre outras aplicações, está testando tecnologias de reconhecimento de voz no registro de consultas médicas.

A empresa também é dona da Verily, braço que busca integrar tecnologia, ciência de dados e serviços médicos. Na primeira semana de janeiro, a Verily recebeu um aporte de US$ 1 bilhão, e ao final de 2018 firmou uma parceria com a Walgreens para diminuir os custos de tratamentos médicos, principalmente aqueles ligados a doenças crônicas, como a diabetes.

Competitividade e segurança de dados

À medida em que as grandes plataformas digitais escalam seus negócios de saúde, também tendem a ameaçar empresas do segmento em algumas frentes, podendo canibalizar o negócio de startups da área. “O mercado de saúde, de certa forma, já é ocupado por grandes empresas, mas a entrada de novos grandes players forçará a todas as empresas deste mercado a encontrar seu nicho. Muitas pequenas empresas provavelmente vão operar como boutiques, com serviços muito mais refinados do que os propostos por estas plataformas, enquanto outras serão compradas pelas grandes empresas”, projeta Zé Roberto.

O oferecimento de serviços amigáveis e integrados à outros produtos, como a marketplaces, redes sociais e celulares, também implica na maior coleta de dados sensíveis do usuário. “As grandes plataformas devem seguir as mesmas regras às quais já são submetidas empresas que atuam no mercado de saúde. Políticas como o GDPR pressupõem que empresas não podem identificar e armazenar dados sensíveis, onde se encaixam dados de saúde. Estas informações devem ser sempre sigilosas e anônimas. Por mais que o segmento seja altamente regulamentado, governos e o mercado terão que descobrir uma forma de acompanhar este processo”, finaliza o diretor.

Fonte: Meio&Mensagem

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