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Sandoz mira na expansão de medicamentos biossimilares no Brasil

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A divisão de genéricos e biossimilares da Novartis, a Sandoz, amplia portfólio no País. O primeiro medicamento biossimilar da Sandoz foi lançado no início de 2019

Por lei, medicamentos possuem proteção de patentes quando são lançados. Uma vez que o prazo de vigência expira, outras empresas podem produzir versões subsequentes. O desenvolvimento de tais versões requer investimentos menores do que os empregados no momento do primeiro lançamento do medicamento de referência. Para os medicamentos sintéticos, essas versões são chamadas de genéricos. Já para os biológicos – aqueles em que o princípio ativo é produzido por ou extraído de organismos vivos, tecidos ou células – as versões são chamadas de biossimilares. Assim, espera-se que o preço final dessas versões seja inferior ao dos medicamentos biológicos de referência, gerando economia de recursos que podem ser reinvestidos no desenvolvimento de novos tratamentos.

A divisão de genéricos e biossimilares da Novartis, Sandoz, está ampliando sua atuação no mercado brasileiro com uma expansão estratégica do portfólio de biossimilares. O primeiro foi lançado no início deste ano e o segundo está chegando agora ao mercado. Até o fim de 2020, está prevista a venda de mais dois fármacos da classe. O objetivo da companhia é investir em um conjunto de produtos em estágio avançado de desenvolvimento. Assim, sendo utilizados em oncologia, imunologia e endocrinologia.

“Investimos globalmente na pesquisa e na elaboração de medicamentos. Assim, visando aumentar o acesso dos pacientes a produtos biológicos de alta qualidade. Estamos iniciando um robusto portfólio de anticorpos monoclonais que será incrementado nos próximos anos”, afirma o diretor-geral da Sandoz Brasil, Marcelo Belapolsky.

Medicamentos biológicos e biossimilares

Medicamentos biológicos mudaram a história do tratamento de muitas enfermidades graves, como câncer, esclerose múltipla ou artrite reumatoide. Além disso, é uma promessa de tratamento para doenças ainda sem cura. Como o seu custo é elevado, em comparação com os fármacos de síntese química, seu uso causa um impacto considerável nos gastos em saúde. Em 2010, o mercado global de biológicos gastou US$ 110 bilhões. Para 2020, estima-se que esse valor chegue a US$ 241 bilhões, o que pode limitar o acesso a esses medicamentos.

Belapolsky avalia que investimentos em pesquisa e desenvolvimento de biossimilares facilitam o acesso a tratamentos, melhorando a vida dos pacientes e aliviando gastos de sistemas de saúde, já que eles são mais baratos. “Ampliar o acesso dos pacientes a terapias altamente eficazes com o uso de um biossimilar pode ser uma solução. Dessa forma, aumentando o acesso da população aos biológicos.”

A Sandoz foi a primeira farmacêutica no mundo a receber aprovação de um biossimilar em mercados altamente regulados, como Europa, Japão e Estados Unidos. Globalmente, o portfólio desses medicamentos da companhia já conta com oito moléculas, algumas delas com previsão de lançamento no Brasil. Eles são usados na prática clínica há mais de dez anos. Assim, alcançando mais de 500 milhões de pacientes-dia em todo o mundo.

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