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Pharma InnovationNielsen RadarProdutos de marcas próprias ganham destaque no canal farma e crescem 19,8%

Produtos de marcas próprias ganham destaque no canal farma e crescem 19,8%

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No segmento de marcas próprias, as Farmácias foram as que mais conseguiram se acentuar e totalizaram aumento de 19,8%, movimentando de R$149,35 milhões, entre 2016 e 2017, para R$178,9 milhões, entre agosto de 2017 e agosto de 2018. No canal Cash&Carry, conhecido popularmente como atacarejo, o segmento também apresentou desempenho positivo, com crescimento de 13,5%, de R$ 429,22 milhões para R$ 487,19 milhões, na mesma base de comparação.

De acordo com nosso estudo, “Panorama das Marcas Próprias do Varejo”, no mercado nacional foram movimentados R$ 4,96 bilhões em 2018, uma queda de 2,30% em relação a 2017. O movimento foi impulsionado pelo Autosserviço (AS), que totalizou declínio de 4,5%. No entanto, o canal é ainda o que mais movimenta Marcas Próprias no país, foram R$ 4,5 bilhões em 2017 e R$ 4,3 bilhões em 2018. Quando divididos por canais, o AS representa 86,6% de todas as vendas, seguido por Atacarejo com 9,8% e Farmácias com 3,6%.

“Percebemos que a relevância do canal Farma vem crescendo nos últimos anos. Em 2018, por exemplo, o faturamento foi 7,7 vezes maior que em 2010. Esta alta é decorrente de uma mudança no comportamento do consumidor, que fomenta uma nova dinâmica de compras. O consumidor procura no Farma a variedade de sortimento que não encontra no Atacarejo, por exemplo. Neste canal, o shopper se permite passar mais tempo nas gôndolas e se mostra aberto para experimentações, o que não é tão comum nos demais”, comentou Roberto Butragueño, nosso diretor de atendimento ao varejo.

CATEGORIAS BÁSICAS E SUPÉRFLUAS

Itens de categoria básica, como por exemplo açúcar, leite, feijão, papel higiênico, arroz, representam 44% de todo faturamento de Marcas Próprias e são as que têm um número maior de marcas concorrentes. Entretanto, os itens básicos contribuíram em 84,1% para a queda da venda de Marcas Próprias por conta de perda de 6,9% em valor. Já os supérfluos contribuíram apenas 15,9%, com declínio de 1,6% em valor.

Por outro lado, commodities como leite, café e óleo tiveram aumento de 23%, 17% e 20%, respectivamente, no Atacarejo. “Vimos uma mudança na escolha do canal de compra, principalmente quando falamos de categorias mais básicas. O consumidor passa a efetuar este tipo de compra no Atacarejo, que oferece opções mais competitivas. Essa mudança resultou no crescimento de 3,6% em gastos no Cash&Carry, enquanto o AS fechou em queda de 22,3%”, comenta.

PREÇOS DE MARCAS PRÓPRIAS

Dentre as quinze principais categorias de MP analisadas pela Nielsen, há uma maior concentração daquelas que se posicionam como marcas de preço médio baixo (65%), seguidas pelas de preço médio alto (21%) e, por fim, as mais baratas (14%). Entretanto, as MP de preços médios altos foram as únicas que apresentaram crescimento (10,9%), as de preço baixo tiveram retração de 13,5% e médios baixos totalizaram queda de 9,9%.“Quando falamos de Marcas Próprias, não somente o preço é importante, mas principalmente a forma como a marca se posiciona para o consumidor. Precisa ficar claro para o shopper qual é a proposta de valor entregue, que justifique o preço dela, seja ela uma opção mais barata ou de produto premium (com diferenciais e alto valor agregado)”, diz Roberto Butragueño.

MP NO CANAL FARMA

Os lares brasileiros estão aderindo cada vez mais às Marcas Próprias de Farmácia. Em 2017, o número de domicílios que efetuaram compra chegou a 1,3 milhão, crescimento de 29% com relação ao ano de 2016. O tíquete médio ficou em torno de R$ 14,26, aumento de 2,3%, e a frequência de compra cresceu em 2%, chegando a 1,5 vezes por lar.

Neste canal a aderência é ainda maior entre os consumidores de classe média e os gastos de lares fidelizados aumentou em 6%. “A classe média descobriu os produtos de Marcas Próprias da rede de Farmácia, que se destacam entre os novos lares compradores. Os produtos fidelizam, atraem mais gastos e ganham maior frequência de compra em dois pontos percentuais”, explica.

Fonte: Nielsen

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