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Pharma InnovationMedicamentosPacientes com doença falciforme no Brasil ganham nova opção de tratamento

Pacientes com doença falciforme no Brasil ganham nova opção de tratamento

Farmacêutica EMS lança medicamento inovador para um mercado negligenciado

Na última semana, em 19 de junho, foi celebrado o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme, e a EMS, maior laboratório farmacêutico no Brasil, comemora a data com o lançamento do Tepev, primeiro similar de marca no mercado da hidroxiureia, princípio ativo indicado para o tratamento da doença falciforme. Trata-se de uma das condições crônicas e hereditárias mais comuns do país, porém ainda pouco atendida pelo mercado, caracterizada por um grupo de distúrbios em que os glóbulos vermelhos assumem o formato de foice e causam crises dolorosas, infecções, isquemias e complicações pulmonares para seus portadores. O Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), estima que de cada mil brasileiros nascidos vivos, um tem a doença, que é mais comum entre os afrodescendentes. Classificada como uma droga de alto custo, a hidroxiureia é fornecida pelo SUS e também pode ser utilizada no tratamento da neoplasia mieloproliferativa, que atinge a medula óssea. Após vencer licitação, a EMS passou a ser a fornecedora de hidroxiureia do Estado de São Paulo a partir de março deste ano.

“Trata-se de uma molécula que entrou no mercado há mais de 30 anos, mas é cada vez mais difícil de ser encontrada pelos pacientes, que precisam interromper o tratamento ou até mesmo abandoná-lo”, alertou o diretor do departamento Médico da EMS, Roberto Amazonas. “Nosso principal objetivo com o Tepev é viabilizar o acesso e a continuação do tratamento para esses pacientes, que não podem ficar sem a terapia, fundamental para sua saúde física e mental”, completa. Apesar de ser um similar de marca, o produto traz uma inovação em sua apresentação para facilitar o manuseio da droga e aumentar a segurança do consumidor. “Diferente da embalagem em frasco do referência, o medicamento da EMS é entregue em blísteres, garantindo a integridade do comprimido”, explica Amazonas.

Além de representar mais qualidade de vida para milhares de brasileiros, que passarão a ter acesso ao tratamento adequado, o Tepev consolida o portfólio de hematologia da companhia, que conta com medicamentos consagrados entre médicos e consumidores, como o Glimatin, o Deferazirox e o Anastrazol. “Como empresa líder, pioneira e preocupada com o bem-estar da população, a EMS não poderia deixar de se envolver, de fazer a sua parte, de olhar para essa possibilidade de atuação em benefício de tantas vidas”, comenta o médico Roberto Amazonas. “Nós, da EMS, sempre acreditamos que investir em inovação e tecnologia é, acima de tudo, garantir o acesso das pessoas a terapias e soluções que contribuam para melhorar a qualidade de vida, e estamos olhando para a saúde de todos, sem exceção”, finaliza.

Doenças raras

Nos últimos anos, a EMS tem analisado de perto a questão do acesso ao tratamento de pacientes com doenças raras. Em 2017, por exemplo, a empresa anunciou a doação da forma oral do antibiótico ‘azitromicina’ em apoio a uma iniciativa renovada da Organização Mundial da Saúde (OMS) para conseguir a erradicação da bouba no mundo até 2020. A bouba, entre as doenças tropicais negligenciadas, é uma infecção bacteriana crônica e debilitante que afeta a pele e, em casos mais avançados, compromete os ossos e cartilagens também. A EMS entregará os medicamentos para as comunidades mapeadas pela OMS ao redor do mundo – com previsão de fornecimento de 40 milhões de comprimidos já neste primeiro ano.

Nesse sentido, a empresa também conta com a Brace Pharma, sua empresa de inovação radical nos EUA focada em terapias inovadoras para doenças com um alto grau de necessidade médica não atendida e com opções de tratamento insuficientes. Em seus primeiros quatro anos, a Brace, que está localizada no estado de Maryland, celebrou 14 importantes acordos de parceria em áreas terapêuticas como oncologia, virologia e imunologia. A mais recente, firmada em fevereiro com a AVROBIO – empresa norte-americana de biotecnologia, está desenvolvendo uma plataforma genética voltada para a doença de Fabry, e três indicações adicionais para a doença de Gaucher, cistinose e doença de Pompe – todos distúrbios hereditários e raros, com pouca ou nenhuma opção de tratamento.

A previsão é protocolar o primeiro produto no FDA, fruto de parceria da Brace, nos Estados Unidos, ainda em 2018. A novidade é um device simples e portátil, de uma nova geração de óxido nítrico inalatório para doenças pulmonares e cardíacas, atualmente em estágio avançado de desenvolvimento com a biofarmacêutica americana Vero Biotech (ex GeNO).

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