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Novo medicamento é aprovado para câncer de próstata metastático

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Reconhecido como o primeiro medicamento a ser aprovado nos Estados Unidos para o uso no tratamento de câncer de próstata não metastático e resistente à castração, em 2018, a apalutamida (Erleada, Janssen) também foi aprovada para uso em câncer de próstata metastático sensível à castração (mCSPC).

Essa foi a primeira vez que a Food and Drug Administration (FDA) usou a sobrevida livre de metástases como o principal objetivo final na tomada de decisões.

Essa aprovação foi baseada nos parâmetros primários mais tradicionais de sobrevida global (OS) e sobrevida livre de progressão radiográfica (rPFS). Os resultados são da fase três do estudo TITAN, que foram apresentados na reunião anual de 2019 da American Society of Clinical Oncology (ASCO) e publicados simultaneamente no New England Journal of Medicine.

“A lógica por trás do estudo TITAN era a ideia de que a inibição direta do receptor de androgênio pela apalutamida pode fornecer uma redução mais completa da sinalização de androgênio do que a terapia de privação de androgênio (ADT) sozinha, levando à melhores resultados clínicos”, explicou o autor do estudo Kim Chi, médico oncologista da BC Cancer Agency, em Vancouver, no Canadá.

Apalutamida no tratamento de câncer

A apalutamida em conjunto com a terapia de privação de androgênio aumentou significativamente a sobrevida global dos pacientes em comparação com placebo mais a terapia de privação de androgênio, com uma redução de 33% no risco de morte (taxa de risco [HR], 0,67; P = 0,0053). Além disso, o rPFS foi significativamente melhorado em comparação com o placebo mais o ADT, com um risco 52% menor de progressão radiográfica ou morte (HR, 0,48; P <0,0001).

As taxas de sobrevida global de dois anos, após um acompanhamento médio de 22,7 meses, foram de 84% para os pacientes que receberam o fármaco em conjunto com a terapia de privação de androgênio, em comparação com 78% para aqueles que receberam placebo aliado a terapia de privação de androgênio.

“O câncer de próstata é mais difícil de ser tratado quando se espalha e, para pacientes com doença sensível à castração, fica claro que a terapia de privação de andrógenos (ADT) sozinha não costuma ser suficiente”, disse Chi em comunicado à imprensa sobre a nova aprovação.

“Os resultados do estudo TITAN mostraram que, independentemente da extensão da doença, os pacientes com câncer de próstata metastático sensível à castração têm potencial para se beneficiar do tratamento com apalutamida, além do TDA”, acrescentou Chi.

Comentando os novos dados na reunião da ASCO, o médico Michael Carducci, professor de pesquisa de câncer de próstata do AEGON, no Johns Hopkins Kimmel Cancer Center, em Baltimore, disse que o estudo TITAN confirma que o padrão atual do mCSPC deve ser uma combinação de ADT e quimioterapia ou um inibidor do receptor de androgênio, tais como enzalutamida (Xtandi, Astellas) e abiraterona (Zytiga, Janssen) e agora também apalutamida.

As reações adversas mais comuns (≥10%) que ocorreram com mais frequência em pacientes tratados com apalutamida (≥2% sobre placebo) dos ensaios clínicos randomizados controlados por placebo (TITAN e SPARTAN) foram fadiga, artralgia, erupção cutânea, diminuição do apetite, queda, peso diminuído, hipertensão, afrontamentos, diarreia e fratura.

 

 

 

Fonte: pebmed 02.10.19

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