Visit Us On TwitterVisit Us On FacebookVisit Us On Linkedin
Pharma InnovationSaúde & Bem-estarMedicina de precisão chega para melhorar o tratamento de câncer

Medicina de precisão chega para melhorar o tratamento de câncer

Reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica destacou grandes inovações em Chicago

O maior congresso científico sobre oncologia realizado pela Sociedade Americana de Oncologia Clínica – ASCO, em Chicago, reuniu cerca de 30 mil oncologistas e profissionais da saúde envolvidos no cuidado do câncer. Mais de 2 mil apresentações de estudos clínicos com resultados inéditos foram expostos e surtiram esperança nos pacientes que dependem dos tratamentos.

Segundo Celso Massumoto, diretor do Oncocenter, coordenador da unidade de Transplante de Medula Óssea do Hospital 9 de Julho e membro da ABRALE – Associação Brasileira de Leucemia e Linfoma, a apresentação da Medicina de Precisão, com a combinação de novas drogas orais, promete revolucionar o tratamento de algumas doenças hematológicas, entre elas a Leucemia Linfocitica Crônica (LLC) comum em pacientes idosos (acima de 65 anos). “Essa doença de início lento e muitas vezes assintomática, progride e torna-se necessário o emprego de quimioterapia para controle da anemia e da queda de plaquetas. Os estudos apresentados sobre a combinação de duas drogas (Venetoclax com Ibrutinibe), surpreenderam pela efetividade da resposta e pelos baixos eventos adversos”, afirma o especialista.

Na área de Mieloma Múltiplo, a associação da medicação Carfilzomib com Dexametasona mostrou ser uma ótima opção para pacientes que já receberam diversas linhas de tratamento e que necessitam de drogas eficientes e menos tóxicas. “Já no tratamento de Leucemias Agudas os estudos demonstraram que a utilização de um anticorpo biespecífico (Blinatumomabe) em pacientes que recidivaram após o primeiro tratamento e que receberam a droga realizando um transplante de medula alogênico na sequência, após acompanhamento de 3 anos, 36,7% dos pacientes apresentavam-se vivos e sem evidência da doença, demostrando que essa estratégia é válida em pacientes menores de 35 anos de idade”, explica Massumoto.

Já os pacientes portadores de um tipo frequente de Linfoma não-Hodgkin (folicular) em idosos, serão beneficiados com um tratamento de baixa toxicidade que consiste na combinação de Lenalidomida (derivado da Talidomida) com Rituximabe, agente muito utilizado no tratamento deste Linfoma. “A grande superioridade da combinação das drogas reside na facilidade de uso e em menor episódios de febre com queda de leucócitos. Possivelmente este esquema será a primeira opção no tratamento deste tipo de Linfoma em idosos”, comemora o especialista.

Comments are closed.