Visit Us On TwitterVisit Us On FacebookVisit Us On Linkedin
Pharma InnovationRadarEstudo realizado em gêmeos apontou predisposição genética como fator desencadeante para a acne

Estudo realizado em gêmeos apontou predisposição genética como fator desencadeante para a acne

Pesquisa publicada na edição de abril do Journal of Drugs In Dermatology indicou também agentes externos que podem servir como agravantes da doença, informação que pode auxiliar no controle e tratamento da condição.

A acne é uma das doenças de pele mais comuns e atinge a maior parte da população em algum momento da vida, independentemente do sexo e idade. As causas podem ser variadas, envolvendo desde alterações hormonais até o excesso de gordura nos alimentos, mas um estudo recente publicado no Journal of Drugs In Dermatology (JDD) apontou que a condição pode ser causada principalmente pela genética e que fatores externos influenciam a gravidade dos sintomas da acne. “A acne ocorre quando as glândulas sebáceas produzem uma quantidade excessiva de sebo, que se mistura com as células mortas da pele, e isso acaba obstruindo os poros. Então, as bactérias que ficam localizadas nessa região geram uma inflamação, levando a formação de espinhas”, explica a dermatologista Dra. Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

Para este estudo, foram reunidos 202 gêmeos idênticos e 53 gêmeos fraternos, que, em sua maioria, eram jovens, mulheres e de fototipo de pele alto. A pesquisa levou em consideração informações como o índice de massa corporal (IMC) dos pacientes, prática de atividade física, dados demográficos e histórico médico, familiar e social. “Desse modo, foi possível constatar que a proporção de gêmeos que possuem acne foi significativamente maior em gêmeos idênticos (64%) do que em gêmeos fraternos. Além disso, uma análise entre os gêmeos que tiveram acne, mas que se diferenciaram quanto a gravidade da condição, revelou fatores que podem servir como gatilhos para a doença, como uma dieta rica em açúcar, um IMC mais alto ou a prática reduzida de exercícios físicos”, completa a médica.

Segundo a dermatologista, esse estudo é importante para aumentar a conscientização sobre os fatores que podem agravar o quadro de acne, auxiliando no controle e no tratamento da condição. “Estes novos dados também podem ajudar os médicos a aconselharem melhor a família dos pacientes sobre a natureza genética da acne, para que estes possam atuar na minimização dos fatores desencadeantes da doença, já que, se um membro da família sofre com a condição, as chances de um outro irmão também sofrer com o problema no futuro são grandes”, completa.

O tratamento da acne consiste na higienização correta da face com sabonetes calmantes à base de extratos anti-inflamatórios e loção tônica com função adstringente duas vezes por dia e o uso de vitamina A ácida durante a noite, alternando com um nutritivo adequado a necessidade do paciente. Em clínica, é possível realizar a extração dos comedões, peeling de cristal com retinóides e o uso da luz azul, que possui ação bactericida, combinada a luz vermelha e infravermelha, de ação cicatrizante. “A ingestão diária de 2 litros água e a adoção de uma alimentação saudável também são cuidados que ajudam a controlar a oleosidade. Para isso, aposte em alimentos ricos em zinco, ômega-3 e vitaminas A, E e C e evite alimentos gordurosos e o excesso de sal e açúcar, pois estes tendem a aumentar consideravelmente a oleosidade da nossa pele”, completa a Dra. Thais Pepe. “Medicamentos orais também podem ajudar no combate ao problema. A Isotretinoína, por exemplo, funciona diminuindo as glândulas oleosas e cortando a produção de sebo, mas requer prescrição médica devido aos seus efeitos colaterais intensos. Por isso, é de extrema importância que você consulte um dermatologista regularmente, pois apenas ele poderá avaliar sua pele e indicar o melhor tratamento para o seu caso.”

Fonte: Dra. Thais Pepe

Comments are closed.